Meio Ambiente


Elenco de "Avatar" protesta no DF contra hidrelétrica PDF Imprimir E-mail

Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens protestaram nesta segunda-feira em BrasíliaJames Cameron se diz "tocado" com a polêmica em torno da obra no Xingu

BRASÍLIA - O diretor de "Avatar", James Cameron, e parte do elenco do filme se uniram nesta segunda-feira (12) em Brasília ao protesto realizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens - lideranças do Parque Indígena do Xingu, além de ribeirinhos e indígenas - contra o principal projeto de energia do Governo Lula na Amazônia, a hidrelétrica de Belo Monte.

"Ouvi os índios, ouvi suas críticas, fiquei ciente dos motivos de sua luta e não posso evitar me unir a este grito de resistência", afirmou o cineasta canadense perante centenas de ativistas reunidos na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

A Aneel marcou para o próximo dia 20 a licitação para a concessão das obras da Usina de Belo Monte, que será construída no Rio Xingu, em plena Amazônia. Quando concluída, será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da Usina de Três Gargantas (China) e de Itaipu Binacional (Brasil-Paraguai).

Belo Monte custará cerca de US$ 10,6 bilhões, terá capacidade de geração de 11.233 megawatts e criará 18,7 mil empregos diretos. No entanto, segundo os movimentos sociais, essas vagas de trabalho não serão para os habitantes da região, em sua maioria índios e pequenos agricultores dedicados ao cultivo de cacau.

A execução do projeto sobre o rio Xingu, no município de Altamira (Pará) exigirá a inundação de uma área de 506 quilômetros quadrados e o deslocamento de aproximadamente 50 mil índios e camponeses, de acordo com os grupos que se opõem às obras.

Cameron, junto a Sigourney Weaver e Joel David Moore, dois dos protagonistas de "Avatar", participou do final das passeatas de protesto. Antes de chegarem à sede da Aneel, os manifestantes tinham percorrido avenidas do centro de Brasília com cartazes nos quais se liam, entre outras frases, "Lula, terror da Amazônia".

O cineasta se comprometeu perante os manifestantes a "divulgar no mundo" a rejeição de índios e camponeses ao projeto, além de proclamar à comunidade internacional que "há outros modelos de progresso e desenvolvimento" menos agressivos ao meio ambiente.

O diretor explicou que, nessas duas semanas que passou no Brasil, onde participou de reuniões ambientais e divulgou o DVD de "Avatar", ouviu "dezenas de pessoas falarem contra esse projeto por causa do impacto que terá para o meio ambiente e para as populações amazônicas".

A atriz Sigourney Weaver, por sua vez, disse que, tal como em "Avatar" ela representa uma cientista comprometida com a defesa das florestas e de seus povos, ela se unirá à luta dos índios e camponeses brasileiros contra a usina de Belo Monte.

"As represas hidrelétricas são do século XIX e o mundo quer um modelo de desenvolvimento para o século XXI", exclamou a atriz com o punho erguido, ovacionada pelos ativistas.

O cacique Piracuma, dos índios Yawalapiti, uma das tribos mais afetadas pela futura represa, assegurou à Agência Efe que, caso o projeto siga adiante, "a natureza se vingará um dia e os índios serão os que enterrarão os mortos".

À luta contra a hidrelétrica se uniu o Ministério Público Federal (MPF), que apresentou duas ações perante a Justiça para tentar suspender a licitação por erros encontrados na licença ambiental e por uma incompatibilidade com a Constituição.

Segundo o MPF, a usina causará um "grave impacto" na Floresta Amazônica, poderá secar 100 quilômetros do rio e contaminar a água, o que porá em perigo a sobrevivência de milhares de famílias de camponeses e vários povos indígenas.

O Ministério Público também sustenta que não se pode realizar o leilão porque não existe uma legislação que regule expressamente a construção de hidrelétricas em terras indígenas, que estão protegidas por normas constitucionais.

Para o cacique Piracuma, se a licitação realmente acontecer no dia 20, "os movimentos sociais, os índios e os povos do Xingu" acentuarão sua "luta", pois nela estarão em jogo "a sobrevivência e o futuro de seus filhos e seus netos".

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br

Última atualização em Ter, 13 de Abril de 2010 20:42
 
Vídeo National Geographic Yangtze Last Descent PDF Imprimir E-mail

Assista a reportagem da National Geographic sobre uma expedição para a última descido num dos rios mais longos do mundo o Yangtze na China. Abaixo você pode ler a tradução do texto da reportagem.

Alto no pé das montanhas do Himalaia o Yangtze mergulha através de profundas gargantas criando corredeiras de tirar o fôlego. Durante décadas aventureiros têm navegado por esta espetacular curva no terceiro mais longo rio do mundo. Mas agora, um grupo de conservadores e pesquisadores chineses e internacionais se reuniram para o que pode ser a última descida. A China está construindo uma série de represas nesta parte do rio que irão mudá-lo para sempre. Travis Winn está liderando a qual está sendo chamada: The Last Descent River Expedicion. Então nossa meta. Nossa missão agora mesmo é encontrar a forma mais rápida de trazer mais atenção possível para estes rios. Para levar as pessoas a repensar o valor deles, para levar as pessoas a compreender individualmente e pessoalmente que chegou a conclusão do que lhes vale a pena proteger. O time vai remar 193 km conhecido deste grande desvio. Este é mais à montante da famosa e massiva represa das três gargantas. Mas muitas outras pequenas represas depois das três gargantas estão sendo construídas nesta área. Elas vão produzir eletrecidade para a população chinesa. Mas como nas três gargantas é esperado que eles também vão alterar a paisagem transformando o rio em reservatórios. Não muitos chineses desceram estas corredeiras e Winn e seu time esperam que esta expedição vai ajudar a levar atenção nacional para este recurso ameaçado. Então quando você leva pessoas para o rio você elas mudando e sua atitude sobre os dois mudos naturais, estes rios e a forma como elas vivem sua vida em casa muda. Vai levar 7 dias para o grupo descer a paisagem nas vésperas da mudança. Eles podem ser os últimos forasteiros a ver este percurso do Yangtze no seu estado primitivo. Estes paredes do canyon foram muito estreitas e profundas na parede esquerda rio-abaixo . Tinha uma cachoeira. Nós gastamos provavelmente meia ou uma hora lá apenas maravilhados com sua beleza. Eu quase achei mim mesmo chorando sabendo que este canyon vai ser inundado em provavelmente um ano e tudo isto vai ser perdido, não apenas para nós, mas mais importante para os chinenes e alguns de nós, poucos de nós, vão ter a chance de experimentar este lugar. O jovem explorador da National Geographic Trip Jennings foi gratificado para ver com os membros da expedição chinesa e perceber a beleza dessas águas brancas. Nós sabíamos que estas represas estavam sendo construidas antes de vir. Elas já estão em construção mas tudo tudo muda quando ganhamos esta compreenção íntima. Nós vimos participantes chineses que pensavam que curtir estes rios era para profissionais loucos e agora eles mudaram de idéia e estão comprando caiaques. Eu penso que este é o grande sucesso da viajem, proporcionar as pessoas na China conhecer estas fontes mais que apenas hidroelétricas. Mas a expedição não tem poder para parar o inevitável. No final da sua jornada o destino do grande rio parece selado. Então como você pode ver aqui porque esta vai ser a última descida. Se você olhar na ponte, cerca de 150 pés acima, você vai ver uma represa sendo construida, e isto tudo vai ser inundado. Toda aquela diversão nas águas que nós acabamos de passar. Todo aquele bonito cenário, a maioria daquelas pequenas vilas. Todas vão ficar embaixo d'água. Winn espera que um atraso na construção vai permitir a ele apenas mais uma expedição pelo grande Yangtze. Mas em algum ponto o fluxo desse poderoso rio vai ser parado pelo fluxo do desenvolvimento.

 

Última atualização em Qua, 23 de Setembro de 2009 08:03
 
Não deixe o Rio Cubatão entrar pelo cano! PDF Imprimir E-mail

Rio Cubatão do Sul Preservado!Motivado pelas ameaças ao meu "home river", o Rio Cubatão do Sul, no qual empresários gananciosos tentam aprovar projetos de barramento da água para a produção de energia elétrica, decidi dar início a uma categoria de artigos sobre o Meio Ambiente no KayakBrasil.

Primeiramente, convoco todos os caiaquistas, que querem continuar desfrutando nossos belos rios fluindo naturamente e permitir também que nossas futuras gerações também o façam, para que juntem-se a nós na luta contra esses vampiros que querem sugar as veias do nosso planeta.

Assine o Abaixo Assinado contra a instalação de 6 PCHs na Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão do Sul.

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Última atualização em Qua, 23 de Setembro de 2009 12:43